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Jesus Cristo: O Servo

Texto base: João 13.1-7

INTRODUÇÃO
Vivemos em um mundo voltado para o eu. O egocentrismo causa um efeito devastador em todos os relacionamentos. No casamento, por exemplo, faz com que se enxergue o cônjuge como alguém que está ali só para satisfazer necessidades, não para ser amado e cuidado. O mesmo egoísmo faz com que muitos pais enxerguem os filhos como um peso, um problema, e queiram logo transferir a responsabilidade de educar para a escola, a igreja, menos eles. Muitas amizades se rompem porque, egoisticamente, pessoas deixam de investir tempo e energia nos relacionamentos. No ambiente de trabalho, o egocentrismo faz com que os patrões foquem apenas no máximo lucro e que os trabalhadores só queiram trabalhar menos e ganhar mais benefícios. Na mídia, esta praga em nossa cultura se manifesta em expressões do tipo “você merece uma folga hoje”, “Você precisa deste carro”, “o importante é  impor o seu jeito de ser”, ou ainda “faça um favor a você mesmo”. Até na igreja o egocentrismo se manifesta, pois muitos a frequentam apenas com a perspectiva do que “eu posso ganhar em vir aqui”. Hoje em dia é muito fácil sermos envolvidos pelo padrão que nos manda buscar primeiro aquilo que desejamos e que nos favoreça.

Perguntas:
1. Que sinais de egoísmo e egocentrismo você é capaz de detectar em uma dessas áreas: no seu local de trabalho, na igreja, na sua própria vida?
2. Existe em sua vida neste momento algum conflito promovido pelo egocentrismo?

Se existe um traço que nos une como raça é o egocentrismo. Sem o poder do Espírito em nós, a nossa tendência natural é pensar primeiro em nós mesmos. Neste estudo, ouviremos Jesus nos convidando a seguir seu exemplo de servir, um grande desafio num mundo tão egoísta. Mas se o tomarmos como modelo e exemplo, poderemos mudar e nos tornarmos o servo que ele quer que sejamos.

DESENVOLVIMENTO
Jesus não só ensinou o que significa ser servo, mas também serviu de modelo. Naquela época, os judeus aguardavam um Messias poderoso, um chefe militar, um rei que os libertasse da opressão romana. No entanto, várias profecias já haviam declarado que o Messias viria sob a forma de servo. Ele libertaria o povo do pecado, não de Roma. Ele viria para servir, curar os enfermos, alimentar os famintos, ajudar os pobres. Por isso, muitos ficaram confusos com as atitudes de Jesus.
Até os seus discípulos tropeçaram nessa verdade básica. Em Mc 8.31 lemos: “Então ele começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e três dias depois ressuscitasse”.
Mais adiante, em Mc 10.45, Jesus declara: “Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”.
Nesse trecho lido em Jo 13, Jesus lava os pés dos discípulos. Hoje isso é bem estranho, mas naquela época de ruas e estradas empoeiradas, os pés ficavam muito sujos. E para entrar na casa de alguém, o visitante deveria ter os pés bem limpos. O costume era que o dono da casa providenciasse alguém, um servo bem humilde, para lavar os pés de quem chegasse. Mas, naquela reunião, não havia ninguém para fazer isso e nenhum dos discípulos se apresentou para ajudar. Vendo isso, Jesus levantou-se da mesa, pegou uma toalha e uma bacia com água e começou a lavar-lhes os pés. Era o único disposto a servir. Lavou os pés até de Judas. Quando Pedro protestou, Jesus disse: “Vocês me chamam ‘Mestre’ e ‘Senhor’, e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. Digo-lhes verdadeiramente que nenhum escravo é maior do que o seu senhor, como também nenhum mensageiro é maior do que aquele que o enviou. Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem” (Jo 13.13-17)

O interessante é que Jesus não disse: “Agora que lhes lavei os pés, vocês devem lavar os meus”, e sim: “Lavem os pés uns dos outros”.

Perguntas:
1. Você é capaz de citar outros exemplos na vida de Jesus que evidenciam a sua condição de servo?
2. Em João 13, Jesus assume o papel de servo humilde e lava os pés de seus seguidores. Se você estivesse lá, Jesus teria se ajoelhado e lavado os seus pés. Como você pensa que reagiria?
3. Como você entende que Jesus o tem servido hoje em dia? Como se sente ao saber disso?

Em Mc 9.33, lemos que os discípulos discutiam sobre qual deles seria o maior. Jesus então os reuniu e explicou: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos”. Ou seja, para ser grande aos olhos de Deus, você precisa se tornar um servo. Jesus assumira o firme propósito de servir, ainda que isso lhe custasse à vida. E foi o que aconteceu.
Os verdadeiros servos querem ser usados por Deus. Adoram servir, descobrem que servir é um dos maiores propósitos da vida e a chave para a tão almejada satisfação plena. Os verdadeiros servos costumam se ajoelhar e orar: “Oh Deus, como posso te servir ainda mais”? Eles procuram o líder da célula, o pastor da igreja, o missionário ou qualquer outra pessoa que conhecem e perguntam: “Em que posso ajudá-lo”? “Está precisando de alguma ajuda”?

Perguntas:
4. Que ação específica de servo você tem sentido que Deus o tem convidado a fazer? Tem sido difícil e por isso você tem resistido a agir como deveria?
5. Que pessoa Deus colocou em sua vida para que você a sirva com regularidade e coerência? O que você sente que deve fazer?
6. Como você entende que Jesus o tem servido hoje em dia? Como se sente ao saber disso?

CONCLUSÃO
Jesus, o nosso supremo modelo, serviu com amor, sinceridade e sacrifício. Ele nos chama a servir com as nossas vidas as pessoas de nossa família, do local de trabalho, da escola, do bairro onde moramos, da igreja, da célula. Somos chamados para lavar os pés uns dos outros, em sentido figurado.
Quem tem uma real experiência de novo nascimento, recebe de Jesus um novo coração, sensível a Deus e ao próximo, capaz de amar, de se importar e de obedecer. O verdadeiro cristão observa as situações da vida e pergunta: “De que maneira posso ajudar”? “O que posso fazer por essa pessoa que Jesus faria em meu lugar?”.
A ausência desse coração denuncia uma falsa conversão. A apatia, insensibilidade, negligência e exploração devem ser extirpadas de nossos corações. Não podemos nos limitar a falarmos que estamos dispostos a servir. Temos que agir como servos, porque a verdadeira servitude conduz à ação.
Comprometa-se a colocar a sua fé em ação servindo o seu próximo. Pense em um ato específico de servir e na pessoa que veio à sua mente durante este estudo. A quem você vai servir? Quando? O que pretende fazer? Conte isso para alguém que possa ajudá-lo e incentivá-lo a cumprir esse compromisso.

Fonte: Igreja Batista Central / Belo Horizonte – MG
Adaptado por: Pr. Eduardo Garcia – MCEO / Baependi – MG – www.ministerioceo.com.br
Correção Gramatical: Samuel Lopes Maciel
Coordenação e Revisão Geral: Pr. Donizétti Maciel
 

Estudo de Célula de Agosto de 2018

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