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Os Pilares da Fé: Somente a Graça

Texto Base: Efésios 2.8-9

INTRODUÇÃO
Para a Igreja Católica todo aquele que permanecia fora da Igreja Católica estaria perdido, os quais padeceriam no fogo eterno. O único modo para os que estavam fora da igreja serem salvos era: se unindo à Igreja Católica, participando dos sacramentos, jejuns, esmolas, outros trabalhos piedosos os quais proporcionariam recompensas eternas e até alguns sacrifícios estabelecidos pela igreja.
As indulgências eram cobranças que a igreja fazia como forma das pessoas pagarem por seus pecados. Lutero se revoltou contra isso ao ver o luxo das igrejas romanas e a pobreza do povo que juntava trocados para pagar em dinheiro pelo perdão de seus pecados e ainda tinham que cumprir penitências acreditando que por suas obras seriam salvos.
Quando Lutero leu na Bíblia que Jesus, com seu sangue, apagou todos os nossos pecados e somente por sua graça perdoava sem necessidade alguma de obras, ele não aceitou e rasgou a bula papal que determinava o perdão para quem pagasse uma indulgência vendendo a salvação para quem tivesse o dinheiro para tirar um parente morto do purgatório.

A SALVAÇÃO É PELA GRAÇA (Ef 2.8-9)
Dizer que a salvação é pela graça não é só afirmar o caráter sobrenatural da salvação, mas excluir todo e qualquer esforço humano para ser salvo. A Reforma insistia nesse conceito teocêntrico (Deus no centro), exaltando a eleição divina. “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Rm 9.16). Ou seja, todo o mérito da salvação é pelo sacrifício de Cristo, e não por nossas obras.
As obras não podem salvar ninguém. Boas obras são consequência de nossa salvação (Ef 2.10), pois como servos de Deus somos capacitados pelo Espírito Santo a exercer misericórdia, revelando o Amor de Deus ao próximo.
Um cristão verdadeiro depende da Graça de Deus para tudo (2 Co 12.7). Uma Igreja verdadeira proclama o perdão dos pecados gratuitamente por Jesus Cristo sem necessidade de pagar ou cumprir rituais. Jesus ordenou “de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10.8).
“Então lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo, por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu comerás pão sempre à minha mesa. Então se inclinou, e disse: Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?” (2 Sm 9.7-8)
Somente pela graça, e unicamente por ela, é que somos abençoados por Deus. A graça é o favor imerecido de Deus às suas criaturas. Tal como Davi favorecendo Mefibosete por amor a Jônatas, assim também nós somos alvos do favor de Deus por causa do amor de Deus Pai ao Deus Filho.
Assim como Mefibosete se viu indigno do favor do Rei “Quem é o teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?” (2 Sm 9.8) assim também nós devemos nos prostrar em face à maravilhosa graça do Senhor em nos estender o seu favor na pessoa de Cristo. Não temos o direito de estar diante de Deus, mas, unicamente pela graça, temos o privilégio de estarmos na presença dEle. Somos como um cão morto diante de Deus, somente pela Sua infinita graça é que somos aceitos diante dEle em Cristo.
A graça exalta  Deus e humilha o pecador. Aqueles que a si mesmo tem se considerado um cão morto têm entendido o real significado da graça de Deus. Hoje ouvimos “eu determino”, “eu declaro”, “eu isso”, “eu aquilo”, tais pessoas nada sabem de Deus e muito menos da Sua graça, pois se acham dignos e merecedores das coisas que estão reivindicando diante de Deus.
Quando reconhecemos a graça de Deus em nossas vidas, essa graça não nos deve levar a pensar que somos super-crentes, que podemos reivindicar algo de Deus ou decretar algo. Mas reconhecer que antes éramos por natureza filhos da ira, que desde o ventre nascemos alienados de Deus e merecedores da ira Divina. Mas Deus, por sua infinita graça, nos elegeu derramando a Sua ira sobre Seu Santo Filho.

CONCLUSÃO
Será que reconhecemos que a cada dia é em Deus que nós vivemos, nos movemos e existimos? O teólogo John Newton, compôs, dizendo sobre a graça de Deus:

Graça Maravilhosa, como é doce o som.
Que salvou um miserável como eu!
Eu estava perdido, mas agora fui achado,
Era cego, mas agora eu vejo.
Foi a graça que ensinou meu coração a temer. 
E a graça aliviou meus medos;
Como preciosa essa graça apareceu,  
A hora em que eu acreditei!
Através de muitos perigos, labutas e armadilhas, Eu cheguei; 
É a graça que me trouxe em segurança até o momento,
E graça vai me levar para casa.”

Autor: Pr. Eduardo Garcia – CEO / Caxambu – MG – www.ministerioceo.com.br
Fonte de Pesquisa: Livro: Os Pilares da Fé – Franklin Ferreira
Correção Gramatical: Samuel Lopes Maciel
Coordenação e Revisão Geral: Pr. Donizétti Maciel

Estudo de Célula de Novembro de 2017

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